A libido feminina é impulsionada por vários fatores e está diretamente relacionada à saúde feminina. Conhecer os aspectos que envolvem o desejo sexual é importante para a sexualidade da mulher.

A sexualidade feminina ainda enfrenta muitos tabus na sociedade, especialmente, quando o assunto é libido e prazer. Para muitas pessoas, o orgasmo feminino é visto como mito ou fantasia, colocado, muitas vezes, como algo impossível ou incorreto.2,4,5

Existe, ainda, a dificuldade de enfrentar o estigma, além do machismo que cerca a temática. Entretanto, a saúde sexual da mulher só alcança sua plenitude com o conhecimento do próprio corpo e a desmistificação da sexualidade e libido feminina.2,4,5

Qual a importância da libido para a saúde feminina?

A libido está diretamente relacionada com o desejo sexual e, nas mulheres, pode sofrer a influência dos hormônios sexuais. Outro ponto é que o ciclo menstrual pode influenciar na libido, pois nesse período ocorrem alterações hormonais significativas.6

Nesse contexto, a sexualidade influencia a saúde física e mental e, quando a atividade sexual acontece de maneira satisfatória, é capaz de refletir na autoconfiança.2,3,4

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a sexualidade é um aspecto muito importante para a manutenção da qualidade de vida das mulheres e não deve ser olhada apenas como fator reprodutivo. Por isso, o desejo sexual deve ser encarado com naturalidade.2,3

A libido torna a mulher receptiva para o sexo e pode conduzi-la à busca por uma relação sexual ou outra forma para obter prazer. Assim, a partir dessas experiências, a mulher conhece o próprio corpo e quais os caminhos para alcançar a excitação e o orgasmo.2,3,4

Permitir e estimular o prazer é fundamental, pois o sexo é uma função biológica importante para o bem-estar físico e emocional das mulheres.2,4

Quais fatores influenciam negativamente na libido feminina?

Os principais fatores que ocasionam a perda da libido feminina são emocionais, hormonais e alguns medicamentos.3,4,5

Emocional

A aparência física relacionada aos aspectos socioculturais pode desencadear a insegurança emocional. O ganho de peso, excesso de pelos e acne são alguns exemplos de fatores ligados à baixa autoestima.4

Além disso, também há os desentendimentos com o(a) parceiro(a), rotina exaustiva e falta de autoconhecimento do corpo e da mente, outros fatores emocionais que podem desencadear a falta ou a diminuição da libido feminina.3,4,5

Disfunções sexuais

A disfunção sexual feminina pode ter impacto negativo na saúde e qualidade de vida da mulher. Algumas de suas causas são: dor durante relação sexual, desejo sexual diminuído e ausência de orgasmo.3,4,5

Medicamentos

A pílula anticoncepcional pode reduzir os níveis de hormônios sexuais importantes para a manutenção da libido, mas não significa que todas as mulheres que utilizam o método contraceptivo tenham diminuição do desejo sexual. Por outro lado, a segurança de evitar uma gravidez indesejada e os benefícios não contraceptivos dos anticoncepcionais hormonais, podem ter um efeito positivo.1,4,5

Por isso, é fundamental consultar um ginecologista para escolha do melhor medicamento.3,4,5

Sejam quais forem os motivos para a diminuição da libido feminina, é importante conversar com um ginecologista para entender melhor cada caso e buscar o tratamento específico.

Lembre-se: sexualidade feminina também é saúde, portanto, busque conhecer o seu corpo e desperte sua libido!

Referências

1. FEBRASGO (Brasil). Anticoncepção e Sexualidade: Dúvidas Frequentes. 2018. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/707-anticoncepcao-e-sexualidade-duvidas-frequentes. Acesso em: 21 set. 2021.
2. World Health Organization. Gender and human rights: sexual health. Sexual health. Disponível em: https://www.who.int/reproductivehealth/topics/gender_rights/sexual_health/en/. Acesso em: 21 set. 2021.
3. LERNER, Théo. Terapia cognitivo-comportamental em grupo no tratamento de disfunções sexuais femininas. 2012. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-24052012-160753/publico/TheoLerner.pdf. Acesso em: 22 set. 2021.
4. Febrasgo (Brasil). Disfunção sexual feminina. v. 47, n. 2, 2019. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/FeminaZ02Z-ZFevZ2019.pdf. Acesso em: 21 set. 2021.
5. LARA, Lucia Alves da Silva et al. Manejo do transtorno do desejo sexual hipoativo em mulheres no ambiente ginecológico. Femina, p. 281-288, 2021. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/images/pec/FPS—N5—Maio-2021—portugues_v2.pdf. Acesso em: 21 set. 2021.
6. Caruso S, Agnello C, Malandrino C, Lo Presti L, Cicero C, Cianci S. Do hormones influence women’s sex? Sexual activity over the menstrual cycle. J Sex Med. 2014 Jan;11(1):211-21. Disponível em: https://www.jsm.jsexmed.org/article/S1743-6095(15)30527-0/fulltext. Acesso em: 06 out. 2021.

M-N/A-BR-09-21-0039 – APROVADO EM OUTUBRO/2021