A informação e os cuidados com a saúde física e mental das mamães são essenciais para reduzir as taxas de risco que existem durante o pré-natal e o puerpério.1-7 

Nos contextos do pré-natal e do puerpério, é importante que as mulheres sintam que têm controle sobre suas vidas, priorizando o próprio bem-estar e saúde, além de todos os cuidados com o bebê.1-7  

O pré-natal antecede o parto, ou seja, é o período anterior ao nascimento do bebê. O puerpério se inicia após o parto, depois que o bebê já nasceu. Os dois momentos são voltados para os cuidados com a mãe e o bebê, considerando todas as alterações físicas e emocionais que podem ocorrer.1-7 

Tanto no pré-natal quanto no puerpério, a atenção se faz necessária justamente para prevenir situações de risco. A questão da mortalidade materna ainda é um ponto de alerta no Brasil.1,2 

Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que a taxa de mortalidade materna caiu muito entre 1990 e 2015, mas segue alta em comparação a outros países.1,2 

Um exemplo é o Japão, que apresenta cerca de 6 mortes maternas para cada 100 mil nascidos, enquanto, no Brasil, temos uma média dez vezes maior, de 60 mortes para cada 100 mil nascidos. Além disso, estima-se que de 40% a 50% dessas mortes são consideradas evitáveis.1-3 

Por que o pré-natal é importante? 

O pré-natal é a assistência médica que a mulher precisa receber ao longo dos nove meses de gestação. Realizada por meio de consultas regulares, essa assistência pode incluir a realização de exames, educação sobre gravidez e discussões sobre parto e pós-parto, além de aconselhamento e apoio em qualquer outro assunto que se faça necessário.4 

Além do indispensável acompanhamento periódico do desenvolvimento do bebê, o pré-natal, é um momento para a mulher compartilhar suas dúvidas, anseios e desejos, além de receber informações seguras, com atendimento humanizado.4 

O importante é que a mulher tenha um processo de adaptação tranquilo e natural em relação à gestação e se sinta com autonomia suficiente para identificar suas dificuldades e tomar decisões que a deixem confortável.4 

Quais são os desafios do puerpério? 

Após longos meses de preparação gestacional, a mulher dá à luz e se depara com um novo momento: o puerpério.5-7 

Essa fase inicia-se logo após o parto e dura até que o corpo recupere suas condições pré-gestacionais, geralmente, durante 42 dias.5-8 

O puerpério pode envolver a administração de muitas questões ligadas à saúde física e fatores de bem-estar mental, como alterações hormonais, cansaço, ansiedade e irritabilidade.5-8 

É comum que as mulheres se questionem sobre a naturalidade de sentir tristeza e esgotamento após a chegada de um bebê. Essas mudanças de humor são chamadas “baby blues” e precisam ser tratadas com atenção, afinal, a mãe é submetida a um longo período de tensão e alterações.5-7 

A assistência médica, bem como o suporte do parceiro e da família, são importantes para não sobrecarregar as mães e possibilitar que elas se sintam acolhidas durante o puerpério.5,6 

Saúde, informação segura e cuidado são formas de preservar as vidas maternas e possibilitar que as mulheres tenham controle sobre seus corpos! Procure seu médico para tirar qualquer dúvida. 

Referências

1. Febrasgo. Hoje é o dia internacional de luta pela saúde da mulher e o dia internacional de redução da mortalidade materna. Disponível em: <https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/806-hoje-e-o-dia-internacional-de-luta-pela-saude-da-mulher-e-o-dia-nacional-de-reducao-da-mortalidade-materna?highlight=WyJtb3J0YWxpZGFkZSIsIm1hdGVybmEiLCJtYXRlcm5hJy4iLCJtb3J0YWxpZGFkZSBtYXRlcm5hIl0=>. Acesso em: 21 de fev. de 2022.  
2. Febrasgo. Febrasgo atua em parceria com MS para combater mortalidade materna. Disponível em: <https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/543-febrasgo-atua-em-parceria-com-ms-para-combater-mortalidade-materna?highlight=WyJtb3J0YWxpZGFkZSIsIm1hdGVybmEiLCJtYXRlcm5hJy4iLCJtb3J0YWxpZGFkZSBtYXRlcm5hIl0=>. Acesso em: 21 de fev. de 2022. 
3. Ministério da Saúde. A saúde da mulher ainda importa! 28/5 é Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/a-saude-da-mulher-ainda-importa-28-5-e-dia-internacional-de-luta-pela-saude-da-mulher-e-dia-nacional-de-reducao-da-mortalidade-materna/>. Acesso em: 21 de fev. de 2022. 
4. Cleveland Clinic. Pregnancy: prenatal care. Disponível em: <https://my.clevelandclinic.org/health/articles/5181-pregnancy-prenatal-care>. Acesso em: 21 de fev. de 2022. 
5. Mayo Clinic. Labor and delivery, postpartum care. Disponível em: <https://www.mayoclinic.org/healthy-lifestyle/labor-and-delivery/basics/postpartum-care/hlv-20049465>. Acesso em: 21 de fev. de 2022. 
6. Mayo Clinic. Too Embarrassed to Ask: I just had a baby — what’s wrong with my moods? Disponível em: <https://www.mayoclinichealthsystem.org/hometown-health/speaking-of-health/too-embarrassed-to-ask-i-just-had-a-baby-whats-wrong-with-my-moods>. Acesso em: 21 de fev. de 2022. 
7. Cleveland Clinic. Postpartum depression. Disponível em: <https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/9312-postpartum-depression>. Acesso em: 21 de fev. de 2022. 
8. Ministério da Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Cadernos de Atenção Básica. 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_32_prenatal.pdf. Acesso em: 01 de abr. De 2022.  

M-N/A-BR-03-22-0007 – APROVADO EM ABR/22 – DESTINADO AO PÚBLICO EM GERAL