Existem vários métodos contraceptivos que ajudam a impedir uma gravidez indesejada. Conhecer cada um é o passo inicial para definir, junto ao ginecologista, qual deles é o melhor para a saúde e a rotina da mulher.

Métodos contraceptivos são estratégias utilizadas por ambos os sexos para evitar uma gravidez. Hoje, existe uma variedade de dispositivos capazes de impedir a fertilização.1,2

A atuação, eficácia e a forma de uso de cada contraceptivo são variáveis, podendo ser reversíveis, ou seja, de uso temporário ou, até mesmo, definitivas.

Seja qual for o método anticoncepcional escolhido, é importante consultar o ginecologista. Somente o especialista é capaz de orientar qual o contraceptivo mais adequado às condições de cada mulher.1,2

Devido à diversidade de métodos contraceptivos disponíveis atualmente, algumas classificações facilitam o entendimento. Uma delas é quanto a sua forma de atuação, como por exemplo, formando uma barreira ou liberando hormônios.1,2

Como agem os métodos contraceptivos de barreira?

Como o próprio nome sugere, os métodos contraceptivos de barreira são aqueles capazes de formar uma proteção e impedir o encontro do espermatozoide com o óvulo.3,4

As principais estratégias disponíveis são:

Preservativo

Popularmente conhecido como camisinha, os preservativos impedem a gravidez e protegem contra as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Possuem versões masculina e feminina e estão entre os métodos contraceptivos mais utilizados pela população.4

A camisinha é descartável e de uso temporário, fabricada com látex ou poliuretano (um tipo de plástico, recomendado para pessoas com alergia ao látex).4

Diafragma

Esse método contraceptivo consiste na introdução de uma membrana de silicone, com um anel flexível em volta, no interior do canal vaginal, formando uma barreira antes do colo do útero e impedindo que o esperma chegue até o órgão. Ele é introduzido antes da relação e retirado após no mínimo 6h da última relação, não devendo ultrapassar de 24h, mantendo a proteção até a invalidez dos espermatozoides.4

Recomenda-se o uso do diafragma em conjunto com creme ou gel espermicida, que deve ser aplicado na face côncava – aquela voltada para o colo do útero.4

Diferente da camisinha, o diafragma não protege contra as infecções sexualmente transmissíveis. Antes de iniciar o método, é recomendado que a mulher seja avaliada pelo ginecologista para que ele possa indicar o tamanho correto do diafragma

Esponja vaginal

Pequeno e feito de espuma de poliuretano, esse método contraceptivo é introduzido no canal vaginal e libera, ao longo de 24h, um espermicida. Essa substância paralisa os movimentos dos espermatozoides impedindo a fecundação.3

Além disso, a esponja vaginal funciona como uma barreira impedindo a passagem do esperma pelo colo do útero, mas não previne contra infecções sexualmente transmissíveis.3

Espermicida

Creme ou gel introduzido na vagina antes da relação sexual, que age diminuindo a vitalidade dos espermatozoides, dificultando que eles atinjam o útero. Geralmente, esse método contraceptivo é combinado com outros para oferecer maior proteção.4

O que são métodos contraceptivos hormonais?

Como o próprio nome sugere, esse método contraceptivo possui hormônios semelhantes aos do organismo feminino – contendo um progestágeno combinado ou não a um estrogênio – impedindo a ovulação. Importante dizer que esses métodos não protegem contra as infecções sexualmente transmissíveis.3,4

Pílula anticoncepcional

A pílula anticoncepcional é um dos métodos mais conhecidos e utilizados pelas mulheres. Além de evitar a gravidez, algumas pílulas anticoncepcionais podem auxiliar no tratamento de doenças relacionadas à saúde da mulher.4

Dispositivo intrauterino (DIU)

O DIU é uma pequena estrutura introduzida pelo ginecologista na cavidade uterina, capaz de impedir uma gravidez.

Existem dois modelos de DIU: o de cobre e o hormonal. O primeiro modelo libera certa quantidade de cobre no útero, gerando uma espécie de inflamação do endométrio, impedindo a migração dos espermatozoides e, consequentemente, a fecundação.4

Já o DIU hormonal, libera uma dose de hormônio no local que age atrofiando o endométrio e espessando o muco do colo uterino, o que também impede a migração dos espermatozoides.4

Contraceptivos injetáveis

Nessa estratégia de contracepção, é prescrita para a mulher uma injeção com hormônios que interrompem a ovulação. Esse método contraceptivo é administrado dentro de um período regular, conforme a indicação do ginecologista.4

Adesivo anticoncepcional

São adesivos colados sobre a pele das mulheres liberando hormônios reguladores do ciclo menstrual na circulação, impedindo a ovulação. Eles devem ser aplicados em locais recomendados pelo fabricante, trocando o adesivo uma vez por semana por 3 semanas consecutivas, com uma semana de pausa.4

Anel vaginal

O anel vaginal é um método contraceptivo hormonal com cerca de 5 centímetros de diâmetro. Feito de material flexível, esse dispositivo é inserido na vagina, todos os meses, para impedir a ovulação e a gravidez por meio da liberação gradual de hormônios.4

Este método deve ser utilizado durante 3 semanas seguidas com uma pausa de uma semana combinada à retirada do anel. Após esse período deve ser inserido um novo anel.4

Implante

O implante contraceptivo é introduzido no braço da mulher, entre o primeiro e o quinto dia do ciclo menstrual. Ele atua liberando hormônios na circulação, impedindo a ovulação e promovendo a atrofia do endométrio, o que evita a gravidez pelo período de 3 anos.4

Consiste em um pequeno tudo de material plástico flexível, com 4 cm de comprimento e 2 mm de diâmetro, aplicado pelo ginecologista, sob anestesia local.4

Pílula do dia seguinte

É um método de emergência, ou seja, não deve ser utilizado regularmente. A ingestão do comprimido deve acontecer em até 72h após uma relação sexual desprotegida, sendo mais eficaz quanto mais precocemente for realizada.4

Seja qual for o método escolhido pela mulher, é muito importante a orientação do ginecologista. Além disso, conversar com seu parceiro pode ajudar a decidirem juntos qual a melhor opção para o casal.

Não fique na dúvida, consulte seu médico e entenda mais sobre os métodos contraceptivos disponíveis!

Referências

1. BRASIL. Ministério da Saúde. Assistência em Planejamento Familiar: Manual Técnico. Secretaria de Políticas de Saúde, Área Técnica de Saúde da Mulher. 4a edição. Brasília, 2002. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0102assistencia1.pdf. Acesso em: 20 ago. 2021.
2. BRASIL. Ministério da Saúde. Direitos sexuais, direitos reprodutivos e métodos anticoncepcionais. Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Brasília, 2009. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/direitos_sexuais_reprodutivos_metodos_anticoncepcionais.pdf. Acesso em: 20 ago. 2021.
3. DE ALMEIDA, Luiz Carlos. Métodos Contraceptivos: uma revisão bibliográfica. 2011. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUBD-A79HA8/1/monografia_luiz_carlos_de_almeida.pdf. Acesso em: 20 ago. 2021.
4. POLI, Marcelino Espírito Hofmeister et al. Manual de anticoncepção da FEBRASGO. Femina, v. 37, n. 9, p. 459-92, 2009. Disponível em: http://criticaresaude.com.br/_recursos/download/manual_de_anticoncepcao_febrasgo_2009.pdf. Acesso em: 20 ago. 2021.

M-N/A-BR-08-21-0038 – APROVADO EM SET/2021