A autoestima compreende o sentimento de satisfação e contentamento que uma pessoa tem de si.1,2 

A pressão da sociedade, sobretudo com o uso das redes sociais, fez com que a indústria da beleza estabelecesse um padrão que é considerado “certo”. Isso contribuiu para que as mulheres tivessem dificuldades para reconhecer o próprio corpo, influenciando na autoestima feminina.1,2 

É muito provável que você já tenha escutado que o espelho é o inimigo da mulher. Essa afirmação foi construída em cima de uma perspectiva que idolatra e valoriza o corpo da mulher em um único padrão de beleza, impulsionando a baixa autoestima daquelas que não fazem parte desse padrão.13  

A autoestima não se limita somente nos padrões estéticos, também pode estar associada aos relacionamentos, trabalho e saúde mental.1,2  

O que contribui para a autoestima feminina? 

A autoestima é um sentimento de dentro para fora, por isso, estar consciente das partes positivas de si pode ser fundamental para melhorá-la. Algumas práticas e exercícios diários contribuem nesse processo: 

Autoconhecimento 

Conhecer a si mesma é o ponto de partida para elevar a autoestima. Com isso, é importante identificar as principais dificuldades, os sentimentos que despertam alegrias e aqueles que colocam em risco a autoestima.4,5  

Reconheça o que te faz bem e o que não te agrada, só assim você poderá fazer escolhas que beneficiem você mesma.2,6,7 

O que motiva você? Praticar exercícios? Aprender algo novo? Fazer trabalho social? Encontre prazer naquilo que mais te faz feliz!2,6,7  

Camila Coutinho, criadora do Blog Garotas Estúpidas e uma das maiores influenciadoras do Brasil, em participação para o evento TEDx São Paulo, explica porque o autoconhecimento é importante para ganhar confiança e autoestima.  

Identifique situações problemáticas 

Separe um tempo para pensar sobre condições e situações da vida em que diminuem sua autoestima, seja algo no trabalho ou convívio familiar, até mesmo um evento que tenha modificado sua vida.6 

Aceite seus erros 

Não deixe que um erro cometido no passado faça parte do seu presente. Entenda que os processos vividos e suas experiências são importantes para a construção do agora.2,6,7  

Desenvolver um olhar compassivo para os erros é entendê-los e se posicionar para não cometê-los novamente.2,6,7  

Pratique o autocuidado 

Rotineiramente, dedique um tempo para você. Na prática do autocuidado, é importante incluir os hábitos saudáveis que promovam a saúde.4 

O autocuidado vai além da prática de exercícios físicos ou uma alimentação balanceada. Ele está na compra de algo que sempre sonhou, no encontro com os amigos, nas atividades prazerosas e, principalmente, no amor próprio.2,6,7 

Esqueça os padrões 

Esteja bem com você e com seu corpo. Isso significa afastar-se dos padrões impostos. Busque a beleza que está em você e não nos outros. O importante é manter a sua saúde física e mental em equilíbrio.2,4,6,7  

Os padrões de beleza limitam a autoaceitação e criam uma falsa sensação de pertencimento, quando, na verdade, só nos afastam de nós mesmas.2,4,6,7  

Empodere-se 

O empoderamento e a autoestima feminina caminham de mãos dadas. Empoderar significa criar condições e oportunidades para desenvolver habilidades e potencialidades, para tornar-se mais forte, segura e capaz.2,4,6,7 

Desenvolver a autoestima pode parecer difícil, mas pequenos hábitos ajudam a se sentir melhor consigo mesma e, consequentemente, você irá se relacionar de maneira mais confiante com as pessoas ao seu redor. Exerça a mudança e pratique os hábitos citados acima, valorize você mesma e esqueça os padrões! 
 
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Referências

1. SCIELO BRASIL. Uso de redes sociais, influência da mídia e insatisfação com a imagem corporal de adolescentes brasileiras. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/6NrPypcRchnc35RH9GLSYwK/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 02 de fev. 2022.
2. REVISTA EQUILÍBRIO CORPORAL E SAÚDE. Autoestima, conceitos correlatos e avaliação. Disponível em: https://seer.pgsskroton.com/reces/article/view/22/19. Acesso em: 02 de fev. de 2022. 
3. NHS. Raising low self-esteem. 2020. Disponível em: https://www.nhs.uk/mental-health/self-help/tips-and-support/raise-low-self-esteem/. Acesso em: 05 jan. 2022. 
4. MATTANA, A. S. Consumo, Mídia e Beleza: a Mídia como Mediadora de Padrões de Comportamentos Femininos e Masculinos. Disponível em: http://congressods.com.br/terceiro/images/trabalhos/GT4/pdfs/maria_do_carmo.pdf. Acesso em: 25 nov. 2014. 
5. DA SILVA BUENO, Bruna Leticia; DE AZEVEDO, Heloisa Helena Duval. Empoderamento feminino: trabalhando a autoestima na escola. RELACult-Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura e Sociedade, v. 5, 2019. Disponível em: https://periodicos.claec.org/index.php/relacult/article/view/1348/740. Acesso em: 11 nov. 2021. 
6. BEVILACQUA, Lidiane Amanda. Fatores associados à insatisfação com a imagem corporal e autoestima em mulheres ativas. 2010. Disponível em: https://repositorio.ufsm.br/handle/1/1291. Acesso em: 11 nov. 2021. 
7. WEBMD. Signs of Low Self-Esteem. 2020. Disponível em: https://www.webmd.com/mental-health/signs-low-self-esteem. Acesso em: 05 jan. 2021. 
8. MAYO CLINIC. Self-esteem: Take steps to feel better about yourself. 2020. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/healthy-lifestyle/adult-health/in-depth/self-esteem/art-20045374. Acesso em: 05 jan. 2021. 

M-N/A-BR-12-21-0012 – APROVADO EM JAN/22